terça-feira, 22 de julho de 2014

Como fazer Raia



Como fazer uma pipa – Dicas e tutoriais


Como fazer uma pipa
Como fazer uma pipa
Aprenda como fazer uma pipa passo a passo, um dos brinquedos mais antigos e divertidos da história da humanidade, e passe ótimos momentos empinando uma pipa.
*As pipas já cruzavam os céus da China em 1200 a.C.





Como fazer uma pipa passo a passo

Materiais Necessários
  • 3 varetas (uma com 50 cm, duas com 30 cm)
  • Papel de seda (na cor que desejar)
  • Linha de pipa (a famosa “linha 10”)
  • Cola branca
  • Palito de dentes
  • Tesoura e muitas sacolas plásticas
Como fazer uma pipa passo a passo
Como fazer uma pipa passo a passo
Passo 1
Comece pegando a vareta maior e amarrando uma das menores a 10 cm da ponta, deve ficar como uma cruz. Já a segunda vareta deve ficar amarrada a 19 cm da primeira. Em seguida passe a linha em torno de toda a armação.
Passo 2
Continue cortando o papel, a forma correta de fazer é posicionar a armação sobre a folha aberta e usando a tesoura recortar deixando uma margem que exceda mais ou menos 2 cm. Então dobre as bordas e cole na “capa” da sua pipa, podemos dizer que é como se você estivesse embrulhando a linha da armação.
Nesse ponto a sua pipa já estará com o aspecto final ou mais ou menos, pois ainda precisamos dar a envergadura para poder colocar o estirante.
Passo 3
A envergadura da sua pipa será feita com a vareta superior e somente com ela. Para isso segure nas pontas e entorte como se estivesse tentando quebra-las, mas não pode forçar demais. Amarre com a linha e forme um tipo de arco.


Passo 4
Para o estirante você deverá fazer dois furos com o palito o mais perto que conseguir da junção da vareta superior, amarre a linha em volta dessa junção e deixe mais ou menos uns 50 cm da linha com folga. Amarre então na extremidade inferior.
A cerca de 5 cm de amarra superior você deverá fazer um laço para que seja possível prender a linha e o tudo estará feito. O cabresto estará finalizado.
Passo 5
Nesse último passo faremos a “rabiola”. Para isso você deve dobrar duas sacolas plásticas na vertical e cortar as suas alças e o seu fundo, pense que você está cortando “fatias” de sacola. Depois desenrole-as e corte-as no meio, amarre em outro pedaço de linha.
Lembre que quanto maior for a sua rabiola mais estabilidade a sua pipa terá. Depois de estar com a sua pipa pronta basta ir se divertir, mas sempre com cuidado de nunca empiná-la em áreas que tenham fiação elétrica.
Divirta-se como tantas pessoas já fizeram até hoje em dia no mundo todo, as pipas são brinquedos que nunca perdem a graça e jamais se tornam obsoletos.

Aprenda fazer uma Pipa



Aprenda a fazer uma pipa em um passo-a-passo bem simples


Tem alguma coisa com a aproximação do verão que nos faz querer ser criança outra vez, não é? E que tal ser criança com os seus pequenos em uma tarde ensolarada empinando pipa? Ao invés de comprar uma pronta, aprenda a fazer uma pipa em um passo-a-passo bem simples e, em pouco tempo, vocês vão se divertir com a brisa gostosa da estação.
O que você precisa:
- 1 cartolina branca;
- 1 impressora;
- 1 tesoura;
- 2 espetinhos de madeira;
- 1 canudo;
- 1 rolo de fita adesiva;
- barbante.
Como fazer:
#1: Imprima o modelo da pipa aqui (pode ser colorido ou preto e branco). Corte na linha pontilhada e coloque o rosto da pipa virado para baixo.
#2: Cole os espetinhos de madeira na parte de trás da pipa com a fita adesiva em um formato de cruz. Um dos espetinhos deve ser cortado para que não passe por cima do outro (olhe a imagem acima).
#3: Cole, com a fita adesiva, o canudo no espetinho que está na vertical.
#4: Passe um pedaço do barbante por dentro do canudo e amarre a ponta na mesma linha, como mostrado acima.
#5: Se você quiser, cole um pedaço de laço na ponta de baixo da pipa para criar uma cauda.
Essa pipa é super simples, então serve para aqueles dias quando o vento é leve ou moderado. Se você quiser deixá-la mais resistente, adicionei um pouco mais de fita adesiva nos espetinhos de madeira e no canudo. O barbante pode ficar tão longo quanto você quiser.

pipa

Pipa, uma velha conhecida

Empinar pipa é uma das brincadeiras preferidas de crianças e adultos. Mas, apesar de ser divertido, merece alguns cuidados

Simone Tinti

Beto Tchernobilsky
Papel colorido, plástico ou náilon, varetas e cola. Não precisa muito mais do que isso para fazer uma pipa -  brincadeira que encanta e diverte adultos e crianças, e é uma ótima idéia para aproveitar o fim-de-semana com a criançada. A pipa surgiu há 3 mil anos resultado da vontade que o homem tinha em voar (veja a história no box abaixo).

Pode até parecer complicado, mas com uma certa habilidade e criatividade, qualquer pessoa consegue montar uma pipa. "Depois de escolher o material adequado, confeccione a pipa com bastante apuro e muita calma", explica Silvio Voce, autor da série Brincando com Pipas (editora Global). E não há regras nessa criação. Há aquelas que precisam de rabiolas (e também as que não precisam), há modelos tridimensionais, com cores diferentes - depende do gosto de cada um. (veja como fazer diferentes modelos aqui).

E se a pipa não subir? "A pipa foi feita para voar. Se ela não subir, é porque tem algo errado", afirma Voce. "E dependendo do problema, dá para corrigir sem precisar inutilizá-la", explica. Se ela está voando em círculos grandes, pode ser que a rabiola não esteja apropriada; já se ela sobe com muita dificuldade, deve estar muito pesada. Ou seja, para cada problema há uma solução (veja aqui).

Cuidados

Um dos principais cuidados na hora de empinar é com a rede elétrica. De acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), entre os anos de 2001 e 2006 foram registrados mais de 250 acidentes, entre lesões leves, graves e mortes. É preciso estar sempre atento ao local que se escolher para brincar. O melhor é sempre ficar longe de fios elétricos.

Além das pipas que se enroscam, as linhas com cerol também podem causar acidentes, pois este composto - feito de uma mistura de vidro e cola -, em contato com os cabos, pode gerar curto-circuito e descarga elétrica, além de possível rompimento. Outro problema é o cerol lesionar ciclistas e motociclistas. Portanto, a dica é evitar este tipo de material.

Dicas importantes para empinar pipas

- Solte pipa apenas em locais afastados da rede elétrica
- Nunca use fios metálicos nem papel laminado para confeccionar a pipa. Eles são condutores de energia e podem causar choques fatais
- Se a pipa ficar presa nos fios elétricos, não tente retirá-la
- Não use cerol. Além do risco de ferir ou mesmo matar, o cerol costuma cortar os fios de alta e baixa tensão
- Não jogue objetos na rede de energia elétrica, como arames, correntes e cabos de aço na tentativa de tirar uma pipa enroscada
- Em caso de relâmpagos, recolha a pipa imediatamente
- Não solte pipas em dias de chuva ou vento muito forte
- Prefira pipas que não precisam de rabiola
- Não suba em telhados, lajes, postes ou torres para recuperar pipas

Fonte: Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp)


Um pouco de história
A origem das pipas está cercada de muitos mistérios e lendas. Conta-se que elas surgiram na China, há 200 anos a.C., quando o homem primitivo se deu conta de que não poderia voar como os pássaros e tentou inventar uma maneira de saciar sua vontade de levantar vôo. Mas o conhecimento não ficou restrito aos chineses, e se espalhou por outros povos do Oriente e Ocidente: egípcios, fenícios, africanos, hindus e polinésios também conheciam os segredos de objetos que voavam segurados por um fio. No Brasil, as pipas chegaram com os colonizadores portugueses por volta de 1596.

Durante os séculos, as pipas foram utilizadas como brinquedos, instrumentos de defesa, armas, objetos artísticos e de ornamentação. Principalmente entre os orientais, as pipas foram e continuam sendo utilizadas para atrair felicidade, sorte, nascimento, fertilidade e vitória. Exemplos são aquelas pintadas com dragões (para atrair prosperidade), tartarugas (longa vida) e corujas (sabedoria). Há ainda símbolos para afastar maus espíritos, para ajudar na pesca e para servir como oferendas aos deuses. Até mesmo o grande navegador Marco Pólo (1234-1324) precisou de uma delas para se defender. Ao se encontrar encurralado na China, fez uma pipa carregada de fogos de artifício, que explodiram, provocaram um bombardeio e afastaram seus oponentes.

Além dos aspectos místicos e de sua utilização como arma de defesa, as pipas também tiveram uma importância fundamental nas pesquisas e descobertas científicas. Mas foi em 1752 que Benjamin Franklin realizou a mais expressiva experiência científica com uma pipa. Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele a empinou durante uma tempestade. Com isso, a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, o que o levou a descobrir o pára-raio. Além disso, foi pelas pipas que o Santos Dumont conseguiu voar no 14 Bis, que poderia ser comparado a uma sofisticada pipa com motor.

Historia de Pipa

 
Pipas: Origens, lendas, mitos...

A história das pipas é recheada de mistérios, de lendas, símbolos e mitos, mas principalmente de muita magia, beleza e encantamento. Tudo de ter começado quando o homem primitivo se deu conta de sua limitação diante da capacidade de voar dos pássaros. Essa frustração foi o mote para que ele desse asas a sua imaginação.
 
O primeiro vôo do homem está registrado na mitologia grega e conta que Ícaro e seu pai, Dédalo, aprisionados no labirinto de Creta pelo rei Minos, tentaram alcançar a liberdade voando. Construíram asas com cera e penas e conse-guiram escapar. Apesar das recomendações do pai embevecido pela possibilidade de dominar os ventos, Ícaro negligenciou a prudência e chegou muito perto do Sol, que derreteu a cera das asas e precipitou-o ao mar matando-o.

 
De qualquer forma o homem não parou por aí. Mesmo levando em conta o estranho acidente da lenda de Ícaro, ele continuou a ousar, desafiando a natureza com sua imaginação. As pipas nascem desta tentativa frustrada de voar, quando o homem transferiu para um artefato de varetas, papel, cola e linha sua vontade intrínseca de planar, de alçar vôo de terra firme.Teorias, lendas e suposições tendem a de-monstrar que o primeiro vôo de uma pipa ocorreu em tempos e em várias civilizações diferentes, mas, com toda certeza, a data aproximada gira em torno de 200 anos antes de Cristo. O local: China.
 

No Egito hieróglifos antigos já contavam de objetos que voavam controlados por fios. Os fenícios também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus e polinésios. Até o grande navegador Marco Polo (1254 - 1324) explorando-lhe as potencialidades, embora levado por motivos menos lúdicos. Conta-se que, em suas andanças pela China, ao ver-se encurralado por inimigos locais, fez voar uma pipa carregada de fogos de artifício presos de cabeça para baixo, que explodiram no ar em direção à terra, provocando o primeiro bombardeio aéreo da história da humanidade.Nos países orientais foi e continua sendo grande a utilização de pipas com motivos religiosos e místicos, como atrativo da felicidade, sorte, nascimento, fertilidade e vitória. Exemplo disto são as pipas com pintura de dragões, que atraem a prosperidade; com uma tartaruga (longa vida); coruja (sabedoria) e assim por diante.

Outros símbolos afastam maus espíritos, trazem esperança , ajudam na pesca abundante. As pinturas com grandes carpas coloridas representam e atraem o desenvolvimento do filhos. Nesses aspectos mistico-religiosos, continua sendo muito grande a utilização de pipas como oferenda aos deuses nos países orientais.
Um dos quatro elementos fundamentais da civilização ocidental, o vento no caso das pipas, passou rapidamente de inimigo a aliado, pois com o domínio correto de suas correntes e velocidades, o homem conseguiu inteligentemente chegar perto do sonho de voar. O grande mestre e pesquisador de pipas e ação dos ventos é um eolista, palavra criada a partir de Éolo, o deus dos ventos na mitologia grega. Quando Ulisses, famoso personagem do livro Odisséia, de Homero, chegou à ilha Eólia, foi muito bem recebido pelo rei, que o hospedou e a seus companheiros durante um mês.

Ao partir, o herói recebeu uma caixa contendo todos os ventos e que deveriam continuar aprisionados, com exceção de um, que, solto, levaria o navio diretamente de volta a Ítaca, sua cidade natal. No caminho os companheiros de Ulisses imprudentemente abriram a tampa, pensando que continha vinho. Saíram de dentro da caixa os ventos proibidos e furiosos que tocaram o navio para trás. Éolo entendendo que aquela gente teria alguma oculta maldição dos deuses, não os ajudou e ainda por cima os expulsou da Eólia.

A histórias das pipas data de muitos séculos e se confunde com a própria história da civilização, sendo utilizada como brinquedo, instrumento de defesa, arma, objeto artístico e de ornamentação. Conhecido como quadrado, pipa, papagaio, pandorga, barrilete ou outro nome dependendo da região ou país, ela é um velho conhecido de brincadeiras infantis. Todos nós, com maior ou menor sucesso, já tentamos empinar um. E temos obrigação de preservar sua beleza e simbologia, pois uma infância sem pipa certamente não é uma infância feliz. As pipas adornam, disputam espaço, fazem acrobacias, mapeiam os céus. São a extensão natural da mão, querendo tocar nas ilusões.

Ciência, Descobertas e Pesquisas 

Além do aspecto puramente lúdico, de lazer e encantamento diante das possibilidades de fazer com que os ventos trabalhem a nosso favor, as pipas, ao longo da história, tiveram uma importância fundamental nas pesquisas e descobertas científicas.

O inglês Roger Bacon, no ano de 1250, escreveu um longo estudo sobre as asas acionadas por pedais, tendo como base experiências realizadas com pipas. O gênio italiano Leonardo Da Vinci, em 1496, fez projetos teóricos com nada menos que 150 máquinas voadoras, também baseados na potencialidade das pipas.

No século 18, época das grandes descobertas, o brasileiro Bartolomeu de Gusmão mostrou os projetos de sua aeronave Passarola ao rei de Portugal, graças a estudos conseguidos através das pipas.
 
Em 1749, na Grã Bretanha, Alexandre Wilson empinou um série de seis pipas presas em uma mesma linha (trem), cada qual carregando um termômetro, conseguindo determinar as variações de temperatura, em função das diferentes altitudes.

Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a impor-tância das pipas na história da Ciência.

Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele empi-nou num dia de tempestade. Acontece que a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo assim o para-raio. Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a importância das pipas na história da Ciência. Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele empinou num dia de tempestade. Acontece que a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo assim o para-raio.

George Cayley, em 1809, realizou, através das pipas, o primeiro pouso acontecido na História, experiência com fundamentos aeronáuticos que mais tarde seria utilizado pela NASA através do engenheiro americano Francis M. Rogallo com as naves Apolo, que criou assim os pára-quedas ascensionais (parawings), que permitem ainda hoje um perfeito controle ao retorno à terra das cápsulas espaciais.
 
Foi através das pipas que o grande Santos Dumont conseguiu voar no famoso 14 Bis que, no final das contas não deixa de ser uma sofisticada pipa com motor.
 
Em 1894, B.F.S. Baden Pawell o irmão mais novo de Baden Pawell, o fundador do escotismo, elevou-se três metros do chão por um trem de quarto pipas hexagonais com 11 metros de envergadura cada, tornando-se o primeiro homem erguido do chão com auxílio de pipas, fato que mais tarde seria repetido em escala militar por exército durante a 1a Grande Guerra Mundial. Em 12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer experiências com a transmissão de radio, teste que, mais tarde, seriam utilizados por Graham Bell em seu invento, o telefone.

Mais recentemente, durante a II Guerra Mundial, uma pipa em forma de águia seria empregada pelos alemães para observar a movimentação das tropas aliadas ou como alvo móvel para exercícios de tiros.

Os exemplos se multiplicam. Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596 que, por sua vez, as conheceram através de suas viagens ao Oriente. Um fato pouco conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando sentinelas avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os negros já cultuavam-na como oferenda aos deuses. A exemplo do Éolo da mitologia grega, os negros também tinham o seu deus dos ventos e das tempestades, personificado na figura de Iansã.

Através desses fatos temos uma gama muito grande de utilização das pipas através dos tempos. Elas simbolizam o poder espiritual dos homens, um grande instrumento na busca de novas descobertas e objeto capaz de tornar realidade o antigo desejo de voar, o sonho de Ícaro e de toda humanidade.