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6º Ano E.F - Prof. Karin
Ciência, Descobertas e Pesquisas
Além do aspecto puramente lúdico, de lazer e encantamento diante das
possibilidades de fazer com que os ventos trabalhem a nosso favor, as
pipas, ao longo da história, tiveram uma importância fundamental nas
pesquisas e descobertas científicas.
O inglês Roger Bacon, no ano de 1250, escreveu um longo estudo sobre as
asas acionadas por pedais, tendo como base experiências realizadas com
pipas.
O gênio italiano Leonardo Da Vinci, em 1496, fez projetos teóricos com
nada menos que 150 máquinas voadoras, também baseados na potencialidade
das pipas.
No século 18, época das grandes descobertas, o brasileiro Bartolomeu de
Gusmão mostrou os projetos de sua aeronave Passarola ao rei de Portugal,
graças a estudos conseguidos através das pipas.
Em 1749, na Grã Bretanha, Alexandre Wilson empinou um série de seis
pipas presas em uma mesma linha (trem), cada qual carregando um
termômetro, conseguindo determinar as variações de temperatura, em
função das diferentes altitudes.
Em 1752 uma experiência de Benjamim Franklin demonstrou definitivamente a
importância das pipas na história da Ciência.
Prendendo uma chave ao fio da pipa, ele a empinou num dia de tempestade.
Acontece que a eletricidade das nuvens foi captada pela chave e pelo fio
molhado, descobrindo assim o para-raios.
George Cayley, em 1809, realizou, através das pipas, o primeiro pouso
acontecido na História, experiência com fundamentos aeronáuticos que
mais tarde seria utilizado pela NASA através do engenheiro americano
Francis M. Rogallo com as naves Apolo, que criou assim os pára-quedas
ascensionais (parawings), que permitem ainda hoje um perfeito controle
ao retorno à terra das cápsulas espaciais.
Foi através das pipas que o grande Santos Dumont conseguiu voar no
famoso 14 Bis que, no final das contas não deixa de ser uma sofisticada
pipa com motor.
Em 1894, B.F.S. Baden Pawell o irmão mais novo de Baden Pawell, o
fundador do escotismo, elevou-se três metros do chão por um trem de
quatro pipas hexagonais com 11 metros de envergadura cada, tornando-se o
primeiro homem erguido do chão com auxílio de pipas, fato que mais
tarde seria repetido em escala militar por exército durante a 1ª Grande
Guerra Mundial.
Em 12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer
experiências com a transmissão de rádio, teste que, mais tarde, seriam
utilizados por Graham Bell em seu invento, o telefone.
Mais recentemente, durante a II Guerra Mundial, uma pipa em forma de
águia seria empregada pelos alemães para observar a movimentação das
tropas aliadas ou como alvo móvel para exercícios de tiros.
Os exemplos se multiplicam. Nós brasileiros conhecemos as pipas através
dos colonizadores portugueses por volta de 1596 que, por sua vez, as
conheceram através de suas viagens ao Oriente. Um fato pouco conhecido
de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando sentinelas
avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava
- mais uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais
tempo, pois os negros já a cultuavam como oferenda aos deuses. (...)
Através desses fatos temos uma gama muito grande de utilização das pipas
através dos tempos. Elas simbolizam o poder espiritual dos homens, um
grande instrumento na busca de novas descobertas e objeto capaz de
tornar realidade o antigo desejo de voar, o sonho de Ícaro e de toda
humanidade.
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